Torcedores do Flu prestam homenagem ao filho de Abel Braga nas Laranjeiras

Cerca de 100 torcedores do Fluminense foram à sede do clube nas Laranjeiras, na manhã deste domingo, para homenagear o filho do treinador Abel Braga, que morreu no sábado ao cair da cobertura do apartamento da família, no Leblon, no Rio de Janeiro. João Pedro, de 19 anos, foi velado no Salão Nobre em uma cerimônia íntima que começou no sábado, com a presença de familiares, amigos e personagens do futebol. Pouco antes das 11h de domingo, o corpo deixou a sede do clube para o enterro - realizado ao final da manhã no Memorial do Carmo, também na capital carioca. A torcida se despediu com uma salva de palmas e cantos com o nome do treinador.
O ato da torcida foi convocado por mensagens em redes sociais. Por volta das 10h30, alguns torcedores começaram a chegar ao portão da Rua Álvaro Chaves. Mais tarde, eles se concentraram na Rua Pinheiro Machado. Fecharam a via para a saída do carro que levava o corpo, cantaram e aplaudiram.
Jogadores que já passaram pelo Fluminense, como Branco, Edinho e Felipe, estiveram presentes no velório nas Laranjeiras neste domingo. Jorge Macedo, ex-dirigente do Flu, também compareceu, assim como dirigentes do Internacional, clube com o qual Abel Braga tem forte relação. Fernando Carvalho e Giovanni Luigi, ex-presidentes do Colorado, deixaram Porto Alegre às pressas e viajaram para o Rio, assim como o atual presidente, Marcelo Medeiros, e o vice-de futebol, Roberto Melo. O técnico Cuca, do Palmeiras, que já trabalhou no Fluminense, também esteve presente.
Torcedores começaram a chegar à sede antes das 10h (Foto: Hector Werlang / GloboEsporte.com)Torcedores começaram a chegar à sede antes das 10h (Foto: Hector Werlang / GloboEsporte.com)
Torcedores começaram a chegar à sede antes das 10h (Foto: Hector Werlang / GloboEsporte.com)
O enterro foi igualmente em cerimônia reservada a familiares e amigos Muitos jogadores do atual elenco estiverem presentes, como fizeram no enterro.
João Pedro caiu da cobertura do apartamento da família, pouco depois de Abel encerrar o treino do time no CT, na Barra da Tijuca. O técnico e o elenco viajariam a Campinas para enfrentar a Ponte Preta pelo Brasileirão. O Fluminense pediu o adiamento, e a CBF concordou. Os jogadores foram liberados no domingo e vão se reapresentar na segunda-feira. O clube decretou luto de três dias.
O presidente do Flu, Pedro Abad, esteve com Abel desde que ele recebeu a notícia. Foi até o apartamento do treinador, que, apesar da dor, se mostrou preocupado com o compromisso do time até ser avisado sobre o adiamento. Michael Simoni, diretor de saúde, cuidou das questões burocráticas, como a liberação do corpo no Instituto Médico Legal.
João Pedro era o filho mais novo de Abel Braga (Foto: Reprodução)João Pedro era o filho mais novo de Abel Braga (Foto: Reprodução)
João Pedro era o filho mais novo de Abel Braga (Foto: Reprodução)
Na quarta-feira, o Fluminense enfrenta o Sport, no Recife, mas não há definição sobre a participação de Abel. O clube entende que o momento é de privacidade e respeito, por isso não se debateu o futuro. Leomir, companheiro histórico de Abel, e Edevaldo de Freitas, promovido de Xerém no começo do ano, são os auxiliares da comissão técnica e poderiam comandar o time em caso de necessidade.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/torcedores-do-flu-prestam-homenagem-ao-filho-de-abel-braga-nas-laranjeiras.ghtml

Grêmio sofre com adversários fechados e deixa de somar 8 pontos na Arena

A obsessão por vitórias do Grêmio tem encontrado uma barreira nos jogos em casa pelo Brasileirão. Na verdade, barreiras, no plural. Atendem pelos nomes de Corinthians, Avaí e Santos, que retiraram da equipe oito preciosos pontos neste primeiro turno ao atuarem de forma recuada, em busca de contra-ataques. O técnico Renato Gaúcho entende que as dificuldades seguirão ao longo da competição e se agarra à justificativa de que "nem sempre" o time vai vencer.
Depois de ter problemas com os ferrolhos do Timão e dos catarinenses e ainda perder com gols sofridos de contra-ataque, o Tricolor voltou a sentir os efeitos de uma estratégia elaborada para não ser vazada na noite de domingo, no 1 a 1 com o Santos, na Arena. O gol do rival, aos 44 minutos do primeiro tempo, saiu em um escanteio cavado por Ricardo Oliveira ao chutar a bola em cima de Geromel na linha de fundo. Foi praticamente a única chance do Peixe no jogo.
A segunda etapa, inclusive, chegou a ser modorrenta. A equipe de Levir Culpi trocava passes no campo de defesa, quase sem avançar, à espreita de um bote errado dos jogadores gremistas para se lançar em um golpe de misericórdia. Vale ressaltar que a atuação dos volantes Alison e Yuri e dos zagueiros David Braz e Lucas Veríssimo foram irretocáveis – o Tricolor sofreu para entrar na área do Peixe. E é nessa constatação que Renato encontrou a explicação para o resultado.
Luan cai no gramado após mais uma chance desperdiçada na Arena (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)Luan cai no gramado após mais uma chance desperdiçada na Arena (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)
Luan cai no gramado após mais uma chance desperdiçada na Arena (Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)
Segundo o Footstats, foram 22 finalizações gaúchas – somente três do Santos – e outros 27 cruzamentos para a área. O Grêmio encerrou a partida com 57% de posse de bola e, em alguns momentos, a estatística atingiu 80%. Nada disso, porém, se transformou em uma virada, como ocorreu no 3 a 1 sobre a Ponte Preta.
A falta de um centroavante, como Lucas Barrios, que pediu para não jogar, ficou evidente, ainda mais pela necessidade de mudar a característica do embate. O tropeço do domingo em casa, somado aos outros diante de Corinthians e Avaí, manteve a diferença para a liderança em oito pontos. O time de Renato Gaúcho estaria na ponta da tabela se tivesse vencido os três.
"A gente tentou de todas as maneiras. A equipe deles estava com 11 jogadores na área praticamente. Era quase impossível entrar. Nós dominamos, infelizmente não conseguimos vencer". (Ramiro, volante)
– Hoje em dia as equipes têm jogado assim aqui. É o respeito que o Grêmio tem adquirido ao longo deste ano. Os adversários vêm com uma postura de jogar atrás e buscar o contra-ataque. Temos que seguir trabalhando e saber que vai ser assim em outros jogos também. Fomos superiores e talvez merecíamos a vitória, mas futebol é isso aí. Temos que pensar agora no Atlético-GO – analisou o goleiro Marcelo Grohe.
A chance de recuperação será novamente fora de casa. O Grêmio treina na manhã desta segunda-feira e viaja para Goiânia no início da tarde. Na quarta-feira, pega o lanterna Atlético-GO, às 21h45, na penúltima rodada do primeiro turno. Com 33 pontos, os gaúchos seguem em segundo lugar, oito atrás do Corinthians.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/rs/futebol/times/gremio/noticia/gremio-sofre-com-adversarios-fechados-e-deixa-de-somar-8-pontos-na-arena.ghtml

Análise: Corinthians sofre com arbitragem, desfalques e blitz aérea do Flamengo

Analisar o empate por 1 a 1 do Corinthians com o Flamengo, no último domingo, passa necessariamente por três aspectos. E todos se entrelaçam para ajudar a explicar por que o líder do Campeonato Brasileiro, apesar de um primeiro tempo praticamente impecável, passou tanto sufoco na segunda metade do confronto.
  • O erro grosseiro da arbitragem, que anulou gol legal de Jô;
  • Desfalques em série antes e durante o jogo;
  • Pressão do adversário na bola aérea.
O primeiro tópico não necessita de muita explicação, dada toda a repercussão após a partida e a constatação do óbvio: foi um equívoco primário do assistente Pablo Almeida Costa, em lance antes dos 15 minutos de jogo. Não se trata de fazer exercício de futurologia e somar o gol anulado com o outro, que Jô marcaria nove minutos depois. Mas de perceber que, em um confronto tão desequilibrado quanto foi o clássico nacional em sua primeira metade, e pensando nos dois tópicos seguintes, um placar de 2 a 0 a seu favor faria toda a diferença para o Timão.
Gol anulado! Juiz levanta a bandeira e marca impedimento de Jô, aos 12 do primeiro tempo
Afinal de contas, só um time jogou antes do intervalo. O Corinthians seguiu seu roteiro habitual: marcou como um relógio, preciso, foi letal no contra-ataque e ainda contou com a colaboração do adversário, que não subiu tanto a marcação. Isso deu liberdade aos defensores na saída de jogo. Perceba, pela imagem frisada abaixo, como a primeira linha rubro-negra conta apenas com duas peças. O quarteto defensivo corintiano pode girar a bola sem ser incomodado, enquanto o trio do meio (Gabriel, Maycon e Rodriguinho) se desloca para ser opção de passe.
Corinthians encontra espaços para a saída de bola (Foto: Reprodução)Corinthians encontra espaços para a saída de bola (Foto: Reprodução)
Corinthians encontra espaços para a saída de bola (Foto: Reprodução)
Com 1 a 0 a seu favor, o Corinthians não apertou tanto, outra característica da equipe de Carille, que não é de ir para cima em busca de goleadas, e entregou a bola ao rival. Erro de estratégia? Nada disso. De que adiantava o Flamengo ter a posse, se não havia por onde entrar? No gif abaixo, você tem uma ideia de como funciona a recomposição defensiva alvinegra e do quão rápida ela é. Note que quase o time inteiro já está posicionado (parece uma equipe de basquete), quando Pará avança a linha do meio-campo e busca opção de passe em profundidade. Não há, e ele precisa soltar a bola em um passe curto.
Flamengo tenta, mas não acha espaços para penetrar na defesa do Corinthians (Foto: Reprodução)Flamengo tenta, mas não acha espaços para penetrar na defesa do Corinthians (Foto: Reprodução)
Flamengo tenta, mas não acha espaços para penetrar na defesa do Corinthians (Foto: Reprodução)
Mas as coisas começaram a mudar a partir dos 37 minutos de jogo, quando Marquinhos Gabriel desabou no gramado e precisou ser substituído por Giovanni Augusto...

Não há elenco que aguente

Vale ressaltar que tanto Marquinhos quanto Giovanni já eram substitutos de um titular do Timão, Jadson, fora do time por lesão. Além do seu camisa 10, Carille ainda não tinha Pablo, também machucado, e Romero, suspenso. Ou seja, antes dos 40 minutos de um confronto direto contra um dos principais perseguidores no campeonato, o técnico alvinegro não tinha três titulares e o primeiro reserva escolhido para a vaga de Jadson.
Mas, calma, porque as coisas ficariam piores aos 20 da etapa final, quando Clayson, substituto de Romero, também caiu no campo. Com câimbras, deu lugar a Pedrinho. E, àquela altura, o Flamengo já havia achado o mapa da mina para pressionar o Corinthians em Itaquera...

Dá-lhe bola na área!

Antes do clássico, o Espião Estatístico do GloboEsporte.com já havia alertado: a bola aérea tem sido, talvez, o único motivo de dor de cabeça da defesa do Timão em 2017. Além de se mostrar uma especialidade do time carioca. O que o Flamengo fez no segundo tempo, então? Cruzou. Não uma, nem duas ou três tentativas. Foram 19 bolas alçadas à área de Cássio. Fizemos até um compilado abaixo para você entender melhor a insistência carioca nesse tipo de jogada.
Blitz aérea do Flamengo contra o Corinthians no segundo tempo
Em finalização de cabeça, Juan quase empatou, aos 11. Em outro lance pelo alto, que começou em escanteio de Pará e passou por nova escorada de cabeça de Juan, Réver pegou de voleio e superou Cássio: 1 a 1.
O Corinthians esteve muito perto de tomar a virada logo em seguida, quando Diego, sozinho, mandou para o alto a chance do Flamengo de reduzir sua distância para o melhor time do Brasileiro. Mais incrível, porém, é perceber que, mesmo quando o Corinthians sofre, tem gol mal anulado e tantos desfalques, continua sendo missão quase impossível vencê-lo. Já são 32 jogos de invencibilidade. Faltam cinco para alcançar o recorde histórico do time de 1957.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/analise-corinthians-sofre-com-arbitragem-desfalques-e-blitz-aerea-do-flamengo.ghtml


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